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Saúde do Bebê
Você sabia que existe epilepsia benigna na infância? Saiba como identificar

6 de Março de 2017

Você sabia que existe epilepsia benigna na infância? Saiba como identificar

A epilepsia é uma doença relativamente comum na população geral, particularmente em crianças. As epilepsias mais comuns nas idades pré-escolar e escolar têm evolução benigna, com bom prognóstico, que não levam a deterioração neuropsíquica da criança, como as Epilepsias Benignas da Infância (EBI) e a Epilepsia Ausência Infantil. É sobre elas que a neurologista Dra. Vera Cristina Terra irá falar ao Manual da Mamãe:

Epilepsias Benignas da Infância (EBI)

A EBI é o tipo mais comum de epilepsia em crianças normais e ocorre entre 4 e 10 anos, normalmente durante o sono. Na forma chamada “rolândica”, explica a neurologista, há contrações musculares ou parestesias orofaciais, tremores na língua e dificuldade para deglutir. Segundo a Dra. Vera, em 20% dos casos as crises podem ser frequentes e 60% das crianças apresentarão crise única ou poucas crises.

A forma “occipital”, por sua vez, tem idade de início variável, com pico aos 7 anos e duas apresentações. “A forma precoce (tipo Panayiotopoulos) é caracterizada por raras crises, com desvio ocular e vômitos, geralmente evoluindo para crises hemigeneralizadas e, raramente, com manifestações visuais. A forma tardia (tipo Gastaut) é caracterizada por manifestações visuais frequentemente seguidas por crises hemiclônicas ou por automatismos. Em 25% dos pacientes, as crises são seguidas de cefaleia do tipo enxaqueca”, esclarece. Dessas, apenas a forma occipital tipo Gastaut deve ser tratada por apresentar frequência elevada de crises. “O diagnóstico é feito pelo eletrencefalograma (EEG) que deve sempre ser obtido em vigília e sono.”

Epilepsia Ausência Infantil (EAI)

A EAI tem crises de desligamento, com perda da consciência de início e término abruptos, olhar vago, curta duração (5 a 30 segundos), com ou sem automatismos e recuperação imediata da consciência ao final da crise, ocorrendo várias vezes ao dia (50 a 100). As crises têm início entre 3 e 11 anos, sendo mais frequentes em meninas. Podem ser confundidas com distração na escola, levando a prejuízo de aprendizado.

Efeitos cognitivos

Efeitos deletérios no desempenho escolar, no comportamento e no desenvolvimento têm sido identificados em crianças com EBI e com EAI, havendo melhora desse quadro com a redução da atividade epileptiforme. As alterações mais descritas são: comprometimento cognitivo transitório durante as descargas; déficit de atenção e do processamento da informação visuoespacial; rebaixamento da inteligência, memória, percepção visual, comportamento e desempenho motor fino, fala e praxia oral.

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