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Saúde da Mamãe
Ultrassom morfológico: qual a importância desse exame?

26 de Janeiro de 2018

Esse tipo de ultrassom avalia estrutura fetal para a detecção de alterações congênitas, além da possibilidade de rastrear problemas genéticos

Ultrassom morfológico: qual a importância desse exame?

Toda grávida sabe que entre os muitos exames de rotina que ela fará, estão vários ultrassons. Muito mais do que matar a curiosidade da família, mostrando os contornos do bebê, o ultrassom serve para avaliar detalhadamente o desenvolvimento do feto. Entre os que serão realizados na gestação, o morfológico é um dos mais importantes, afirma o professor universitário e especialista em Medicina Fetal Dr. Marcello Braga Viggiano.

Basicamente, explica o especialista, o exame avalia a estrutura fetal para a detecção das principais alterações congênitas, além da possibilidade de rastrear problemas genéticos e cromossômicos, como a síndrome de Down, e de permitir a demonstração do funcionamento fisiológico de certos órgãos fetais.

“O morfológico estuda a estrutura dos órgãos e sistemas através da visualização de cada um deles; por exemplo de todos os órgãos que fazem parte do sistema nervoso (cérebro, cerebelo, coluna vertebral etc.). Além de avaliar a formação desses sistemas consegue também analisar indiretamente o funcionamento dos mesmos; como por exemplo do sistema urinário. Avalia-se ainda o crescimento fetal, marcadores de anomalias genéticas, líquido amniótico, cordão umbilical e a placenta”, avalia o Dr. Marcello.

Classicamente a avaliação morfológica é realizada no segundo trimestre da gestação, preferencialmente entre a 20ª e 24ª semanas, em função da melhor qualidade das imagens. Em algumas regiões do país já se realiza uma primeira avaliação morfológica fetal entre a 11ª e 14ª semanas associada à pesquisa dos marcadores cromossômicos e riscos de insuficiência placentária.

O médico orienta que no caso de detecção de alguma anomalia, o casal seja encaminhado para um especialista em Medicina Fetal, que reavaliará todo o exame para confirmação daquela malformação e classificação da mesma. “A partir daí conversará de maneira sincera e humanizada com o casal a respeito do que é aquela malformação, do prognóstico dela, da conduta a ser seguida e dos exames que poderão ser feitos para acrescentar informações ao caso”, esclarece o Dr. Marcello. Até porque em certas situações existe ainda a possibilidade de intervenção cirúrgica durante o pré-natal e preparo para o nascimento em local especializado.

Erros

Erros de interpretação podem acontecer de ambas as partes: do médico e da paciente. Um ultrassonografista sem a formação adequada pode deixar de diagnosticar uma determinada anomalia que teria seu curso alterado caso fosse detectada precocemente e encaminhada para um serviço de referência. O exame realizado em época inadequada e o excesso de tecido subcutâneo (gordura) materno também podem prejudicar a avaliação morfológica fetal. E da parte da paciente, frente à suspeita diagnóstica de alguma malformação congênita, atualmente é bem comum elas adquirirem informações leigas e errôneas por meio de redes sociais e virtuais, o que pode prejudicá-la tanto psicologicamente quanto socialmente. “O correto é sempre procurar um especialista na área de Medicina Fetal para receber a orientação adequada”, ressalta o Dr. Marcello.

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