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Saúde do Bebê
TRV x Teste do Olhinho: qual a diferença entre esses exames?

5 de novembro de 2018

Esses exames são conhecidos como triagens neonatais, que podem detectar alterações e prevenir doenças

TRV x Teste do Olhinho: qual a diferença entre esses exames?

Assim que o bebê nasce é necessário realizar alguns exames antes mesmo da alta hospitalar. Esses exames são conhecidos como triagens neonatais, que podem detectar alterações e prevenir doenças. Um deles é o Teste do Reflexo Vermelho (TRV), que deve ser realizado em todos os recém-nascidos antes da alta da maternidade. É rápido e indolor, não havendo necessidade de colírios. “Ele é importante, pois permite o encaminhamento precoce para diagnóstico e tratamento se for detectada qualquer alteração”, explica a oftalmologista Dra. Márcia Cartaxo.

Já o Teste do Olhinho é realizado por médico oftalmologista e inclui, além do TRV, o mapeamento de retina, que constitui na avaliação da retina com oftalmoscópio indireto (após a dilatação do olho do bebê com colírios). Esse exame permite o diagnóstico de doenças não detectáveis com o TRV. A Dra. Márcia ressalta que prematuros não devem ser rastreados pelo TRV, pois esse não é adequado para detecção de retinopatia da prematuridade. Os prematuros nascidos com peso abaixo de 1,5 kg e/ou menos de 35 semanas e/ou internados em uma Unidade de Tratamento Intensivo devem se submeter ao Teste do Olhinho para mapeamento de retina realizado por oftalmologista.

De acordo com a Dra. Márcia, o Teste do Reflexo Vermelho rastreia alterações que possam comprometer a transparência dos meios oculares, tais como catarata (alteração da transparência do cristalino), glaucoma (alteração da transparência da córnea), toxoplasmose (alteração da transparência do vítreo pela inflamação), retinoblastoma (alteração da transparência do vítreo pelo tumor intraocular) e descolamentos de retina tardios. Já o Teste do Olhinho com o mapeamento de retina permite não só o rastreamento de casos suspeitos, mas o diagnóstico dessas patologias citadas, além do diagnóstico da retinopatia da prematuridade, quando presente.

Caso o bebê não tenha tido a oportunidade de fazer o TRV na maternidade, o ideal é realizar até o terceiro mês de vida, quando um tratamento mais efetivo ainda é possível. E para os papais e mamães que têm receio de fazer o Teste do Olhinho, por pensarem que pode incomodar o bebê, a Dra. Márcia alerta: “O Teste do Olhinho com mapeamento de retina permite o diagnóstico de doenças que poderiam passar despercebidas no TRV, portanto, os benefícios superam muito qualquer receio com relação a esse exame”.

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