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Crescimento Infantil
Transtorno Opositor Desafiador (TOD), seu filho tem?

27 de novembro de 2017

Gritos, choros, esperneios acompanhados de reações agressivas podem indicar o transtorno. Saiba mais sobre esse assunto

Transtorno Opositor Desafiador (TOD), seu filho tem?

Gritos, choro, esperneios… Quadros de birra são comuns na infância, mas quando vêm acompanhados de falta de paciência e reações agressivas, entre outros traços comportamentais, podem indicar Transtorno Opositor Desafiador (TOD). É como ter um “reizinho” em casa, que está sempre com humor raivoso/irritável, desafia os pais, não obedece regras e não aceita frustrações.

Segundo a psicóloga, terapeuta cognitiva comportamental e especialista em avaliação psicológica Dra. Luciana Rosa Martins, esses sintomas são mais notados em crianças de idade pré-escolar. Ela explica que quem geralmente cresce em ambientes hostis, ou com pouco afeto, com práticas disciplinares agressivas, inconsistentes e negligentes, com histórico de abuso físico, moral ou psicológico está mais favorecida a desenvolver o TOD. “Outros fatores que podem provocar o transtorno estão relacionados a problemas de regulação emocional, bem como predisposição neurobiológica”, acrescenta.

Buscar ajuda especializada com psiquiatra, neuropsicólogo e psicólogo é a melhor maneira de ajudar a criança. Quando não tratado, o TOD pode evoluir para transtornos mais graves, como os de conduta e personalidade antissocial, e em adolescentes e adultos, pode desencadear transtornos de ansiedade.

No caso específico do tratamento psicológico, é feita uma combinação de estratégias com a criança e os pais, como psicoeducação, orientação, treino e psicoterapia familiar. “A intervenção com os pais os ajuda a aprenderem estratégias para compreenderem e lidarem melhor com os filhos. Durante o processo de psicoterapia com a criança, ela pode aprender a desenvolver novas habilidades sociais e recursos para lidar com a raiva, frustração e os demais comportamentos”, descreve a Dra. Luciana.

 

Ignorando birras

 

Diante da birra de uma criança, com ou sem TOD, a Dra. Luciana recomenda não ceder às manipulações, choros e chantagens, por mais que seja desconfortável. O ideal é avisar que só irá conversar depois que a criança se acalmar e aplicar um castigo pré-combinado em caso de mau comportamento.

“Quando a cena passar e seu filho estiver mais calmo, se abaixe, converse com ele e faça-o compreender que há consequências para a atitude”, aconselha. Outra dica que costuma ter ótimos resultados, segundo a psicóloga, é ignorar a birra, mas se ela persistir, retirar a criança do ambiente, sem conversar e se irritar, pois isso demonstrará desaprovação.

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