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Saúde da Mamãe
Qual o tipo ideal de ultrassom para cada fase da gravidez?

22 de outubro de 2019

A quantidade e a periodicidade dos exames ultrassonográficos durante a gestação dependem de diversos fatores. Confira

Qual o tipo ideal de ultrassom para cada fase da gravidez?

O ultrassom certamente é o exame mais esperado pelas gestantes. Durante toda a gestação, ela vai se submeter a diferentes tipos deles de acordo com cada fase da gestação. A quantidade e a periodicidade dos exames ultrassonográficos durante a gestação dependem de diversos fatores, como a história clínica e obstétrica da paciente, o número de fetos e o tipo de gestação gemelar, as intercorrências apresentadas durante a gravidez atual ou anterior e o risco relativo associado àquela gestante. Para entender quais são e as funções de cada um, conversamos com o professor universitário, especialista em Medicina Fetal e Ginecologia e Obstetrícia, Dr. Marcello Viggiano. Confira:

Quais são os ultrassons indicados no primeiro trimestre?

O primeiro trimestre da gestação é um período crítico para a formação do embrião e das suas estruturas anexiais, como, por exemplo, a placenta. Na grande maioria das gestações, os obstetras solicitam uma ultrassonografia (USG) inicial após a confirmação laboratorial da gravidez. Essa USG precoce tem por objetivo a confirmação do local de implantação e o número de sacos gestacionais; além da correta datação da gravidez e verificação da vitalidade cardíaca embrionária após a sexta semana. Algumas intercorrências obstétricas como abortamentos, gestações ectópicas e doenças placentárias também podem ser diagnosticadas nesse período. Entre a 11ª e a 13ª semana de gestação realiza-se um dos principais exames da gravidez, também conhecido por exame morfológico do primeiro trimestre. Por meio dele verificamos a morfologia fetal e a estrutura da placenta, rastreamos malformações congênitas precoces e possíveis intercorrências placentárias. As anomalias genéticas também podem ser rastreadas nesse período pela avaliação da translucência nucal, osso nasal, ducto venoso e outros marcadores de cromossomopatias fetais.

E no segundo trimestre?

A indicação para a realização de USG no segundo trimestre é dependente da presença ou não de intercorrências gestacionais, histórico pessoal e obstétrico da paciente e análise de fatores de risco maternos por parte do médico pré-natalista. O período compreendido entre a 21ª e a 24ª semanas é o ideal para a análise da morfologia fetal, que engloba não só a verificação anatômica dos órgãos fetais, como também suas funções em alguns casos, como na avaliação do sistema urinário fetal. Todos os órgãos fetais são estudados na tentativa de se detectar alguma malformação visível nesse período. Em certos casos, indica-se ainda a reavaliação ultrassonográfica por volta da 28ª semana, já que existem algumas alterações de surgimento tardio durante a gravidez. Todo esse rastreamento realizado é de suma importância para a programação de intervenções fetais quando necessárias ou de adequação da conduta perinatal para cada tipo específico de malformação.

Por fim, qual a USG recomendada no terceiro trimestre?

Geralmente, no terceiro trimestre, a USG é realizada após a 34ª semana; uma vez que a partir desse período define-se o tipo de apresentação fetal (importante para a decisão do tipo de parto), e estima-se a quantidade de líquido amniótico, posição e função placentária. A análise da vitalidade fetal por meio da Dopplerfluxometria e/ou do Perfil Biofísico Fetal também são exames indicados em certas situações nesse período final da gravidez.

Em qual desses descobre-se o sexo do bebê?

O sexo fetal pode ser suspeitado no fim do primeiro trimestre através da angulação do broto genital e confirmado no início do segundo trimestre (entre a 16ª e 18ª semanas) pela ultrassonografia obstétrica convencional. Para as pacientes mais ansiosas em relação à descoberta do sexo fetal, atualmente pode ser feito a partir da 8ª semana um exame de sangue conhecido por sexagem fetal para a determinação precoce antes mesmo da observação ultrassonográfica.

O ultrassom 4D substitui algum desses? Quando deve ser realizado?

A USG 4D é um exame complementar (e não substituto!) à técnica bidimensional convencional. Ela reforça muito bem a percepção de volumes fetais (como no caso de alguns tumores), melhora a avaliação de superfícies (por exemplo em fissuras labiais) e antecipa através dessa realidade virtual partes fetais ao casal, como a face.

É preciso algum tipo de preparação para os exames?

Não há necessidade de preparo prévio para os exames ultrassonográficos obstétricos, entretanto o jejum prolongado materno pode alterar algumas variáveis de observação fetal; como sua movimentação e vitalidade. Para isso, um lanche saudável (e não o mito do chocolate!) seria recomendado previamente aos exames.

Há critérios para escolher o lugar onde a gestante vai fazer as ultrassonografias?

Como em toda nova área de atuação médica, é sempre importante a gestante verificar a habilitação do ultrassonografista examinador para que seu exame seja feito de maneira criteriosa e adequada, porém sem deixar o lado humano de lado, tão importante nesses momentos de expectativas e ansiedades dos futuros pais.

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