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Saúde da Mamãe
Quais as diferenças do pré-natal em gestações normais e de alto risco?

29 de Maio de 2018

Entenda como o obstetra vai agir durante essas consultas de rotinas da gestação

Quais as diferenças do pré-natal em gestações normais e de alto risco?

Antes mesmo de engravidar, deve-se pensar em procurar um médico para orientar e planejar a gestação. Portanto, se você ainda não tem um ginecologista de sua confiança, é hora de procurar. Indicações de amigas são sempre bem-vindas, avalia o ginecologista e obstetra Dr. Leonardo Benedetti. Ele acrescenta ainda que uma boa ferramenta para buscar informações sobre o profissional é o site do Conselho Regional de Medicina, que traz uma relação de todos os médicos devidamente inscritos no CRM. Uma boa escolha vai lhe garantir um pré-natal adequado, seja sua gestação de risco ou não. Entenda, a seguir, como o obstetra vai agir durante essas consultas de rotinas da gestação:

Quais são os procedimentos de uma consulta de pré-natal?
Normalmente, durante uma consulta de pré-natal o médico faz o seguinte: conversa com a paciente para saber como anda seu estado geral, quais sintomas vem apresentando e, a partir da 20ª semana, indaga sobre os movimentos do feto; mede a pressão arterial; verifica o peso da gestante; mede a altura do útero e da circunferência abdominal; ausculta os batimentos cardíacos do feto (a partir de 15 semanas); solicita exames médicos (laboratoriais, de imagem e outros, se necessário); faz exame de toque para ver se há dilatação – nas últimas semanas de gestação se for necessário; entre outras ações. A consulta de pré-natal é a chance de tirar suas dúvidas com o seu obstetra, portanto, não esqueça de levá-las anotadas.

Qual é a dinâmica de um pré-natal?
Um pré-natal normal tem uma consulta por mês, começando o mais cedo possível, até a 32ª semana. A partir daí e até a 36ª semana, uma consulta a cada 15 dias e depois, até o parto, uma consulta semanal. Após as 40 semanas as consultas podem acontecer a cada 2 ou 3 dias ou até diariamente. Já o pré-natal de alto risco pede consultas mais frequentes ao obstetra e, a depender da doença, o acompanhamento também do especialista. Avaliações laboratoriais e de imagem também podem ser solicitadas em maior número para avaliar se o bebê está sofrendo com a condição da mãe.

O que fazer quando as mulheres possuem doenças crônicas antes de engravidar?
Mulheres que sofrem de hipertensão arterial, diabetes, lúpus, doenças psiquiátricas, neurológicas ou cardíacas ou infecções crônicas, como Hepatite e HIV, devem compartilhar com seu especialista o desejo de engravidar antes de interromper o método anticoncepcional. Dessa forma, o médico que a acompanha, como cardiologista, neurologista, infectologista ou outro especialista já deve alinhar com o obstetra as medicações e condutas que devem ser tomadas antes da concepção e durante a gestação.

E quando a mulher já teve uma gestão de alto risco, o que fazer?
É recomendado o acompanhamento de alto risco quando houve uma gravidez anterior com histórico de hipertensão, abortos de repetição e descolamento prévio da placenta, por exemplo. Tudo isso deve ser observado pelo obstetra para colocar essa futura mamãe sob um olhar mais criterioso. E ainda, se no decorrer da gestação acontecer um quadro de diabetes que não existia antes, ou a descoberta da pré-eclâmpsia, bem como ter uma infecção viral ou bacteriana, o obstetra mudará o olhar para essa grávida e ela se torna uma gestante de alto risco.

O que a mulher deve perguntar na primeira consulta ao obstetra?
Normalmente, na primeira consulta, a paciente está ansiosa pela novidade e muitas vezes porque está conhecendo o ginecologista naquele momento. Vale a pena perguntar sobre quais alimentos pode ou não comer, uso de adoçantes e/ou açúcar, sobre exercícios físicos (se pode ou não iniciar atividades físicas na gestação, quando começar e que tipo de exercício pode fazer), falar sobre procedimentos estéticos e outras dúvidas que possa ter. Obviamente que os questionamentos surgem com o decorrer da gestação. Sendo assim, é válido anotar as dúvidas que surgem entre uma consulta e outra para não esquecer. Um ponto muito importante e que pode, inclusive, definir a manutenção do acompanhamento com aquele médico ou não é em relação ao parto. Atualmente, muitos colegas acompanham a paciente durante o pré-natal, mas não fazem o parto. Diante disso, saber se seu médico faz o parto pelo convênio ou não e se realiza ou não parto vaginal é primordial.

A gestante pode pular algum exame do pré-natal?
Não. Os exames realizados durante o pré-natal servem para rastrear estados mórbidos que podem ser específicos da gestação ou até pré-existentes que podem levar a alterações para a gestante e o feto e são tratáveis ou, no mínimo, possíveis de acompanhamento. Alguns exames fazem diagnóstico de patologias com consequências graves ao binômio mãe-feto como o diabetes gestacional, além do diagnóstico de doenças como sífilis e HIV.

No pré-natal, a gestante recebe orientações sobre como se preparar para o período da amamentação?
Faz parte das consultas de pré-natal o exame das mamas para avaliar o tipo de mamilo que a gestante apresenta e as possíveis dificuldades que a mesma possa ter para amamentar. Não se costuma estimular o preparo do mamilo com utensílios abrasivos como bucha vegetal, por exemplo, e nem se faz o estímulo manual do mesmo pelo risco do trabalho de parto prematuro. Pode-se expô-los ao sol para que se minimize a chance de fissuras. Em relação à pega correta para amamentação, cabe ao obstetra orientar a paciente no final da gestação bem como na maternidade, após o parto, para que com isso a paciente consiga amamentar o bebê, diminuindo o risco de fissuras, dores e sangramentos.

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