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Saúde da Mamãe
Parto normal após cesárea: é possível?

11 de novembro de 2019

Menos de 1% das pacientes que tiveram cesárea prévia têm risco de rotura uterina em uma nova gestação

Parto normal após cesárea: é possível?

Uma vez cesariana, sempre cesariana? Não necessariamente. As estatísticas mostram: menos de 1% das pacientes que tiveram cesárea prévia têm risco de rotura uterina em uma nova gestação. Portanto, diante de um risco tão baixo, com acompanhamento pré-natal adequado e preparação física para o parto, as chances de conseguir um parto normal após ter tido o primeiro filho por cesariana são extremamente altas, garante a ginecologista e obstetra Dra. Mariana Stival. “É muito mais seguro tentar um parto normal, mesmo que se tenha uma cesárea anterior, do que realizar um novo procedimento cirúrgico.”

A partir de duas cesáreas, ou seja, dois cortes no útero, o risco de acontecer uma ruptura da cicatriz durante o parto aumenta, mas é menor que 2% conforme dados recentes. Isso tem incentivado ainda mais estudos com o objetivo de aumentar as tentativas de parto normal também após a segunda cesariana. Porém, atualmente, a orientação entre os especialistas é de se optar por uma nova cesárea para garantir a segurança de mãe e bebê.

Embora o parto vaginal após a cesárea seja possível na maioria das vezes, algumas precauções devem ser tomadas. Recomenda-se aguardar de um ano e meio a dois anos entre a cesárea e o parto normal, para garantir que a cicatriz tenha resistência suficiente para que tudo corra em segurança. É importante também uma preparação física com exercícios e massagens perineais feitos por um fisioterapeuta para fortalecimento e aumento da elasticidade do assoalho pélvico, favorecendo o trabalho de parto.

Apesar da rotura ser um problema raro, quando ela acontece é muito grave. Por isso, a gestante com cesárea prévia não deve optar por um parto domiciliar. “Vai ser muito melhor para ela tentar o parto no hospital, que está preparado para qualquer intercorrência”, afirma a Dra. Mariana. Afinal, o acompanhamento do trabalho de parto dessa gestante é mais sistemático. “Ficamos mais vigilantes quanto à vitalidade fetal e quanto aos aspectos do útero que possam indicar a iminência de rotura uterina e, consequentemente, a realização de uma nova cesárea”, explica a obstetra.

Tudo o que puder ser feito para favorecer o trabalho de parto é bem-vindo, pois há limitações quanto à indução do parto em gestantes com cesárea prévia. Se não houver dilatação, a Dra. Mariana explica que é aplicado o método de Krause, um método mecânico para estimular a dilatar. Mas se a paciente já tem uma certa dilatação é possível usar ocitocina, mas nunca o misoprostol. Outra alternativa é romper a bolsa, mas também precisa haver alguma dilatação. “Qualquer que seja o seu caso, o mais importante é fazer uma avaliação junto ao seu médico, levando em consideração o seu histórico, para tomar sempre a melhor decisão para você e para seu bebê”, reitera a Dra. Mariana.

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