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Saúde da Mamãe
Parto humanizado: respeito ao desejo da gestante

12 de Abril de 2019

Entenda quais ações tornam um parto humanizado

Parto humanizado: respeito ao desejo da gestante

Parto humanizado: um conjunto de ações e medidas que buscam dar um atendimento pleno, digno, respeitoso e íntegro à futura mamãe e à família em formação. É em cima desse conceito que a ginecologista e obstetra Dra. Lauriene de Sousa Pereira atende às gestantes que chegam ao seu consultório com dúvidas sobre este momento tão sonhado. “Não é ter o parto numa banheira de uma luxuosa maternidade que torna o parto humanizado, e sim estar bem, confiante de que está com a melhor equipe, num ambiente seguro que ofereça todas as condições técnicas para a realização de um parto”, afirma a médica.

Segundo ela, o preparo para o parto humanizado começa com o planejamento da gravidez. Estar com a saúde em dia, sorologias negativas, iniciar ácido fólico alguns meses antes, estar bem emocionalmente e fisicamente são pré-requisitos indispensáveis para iniciar uma gestação saudável e ter um parto humanizado. “Vale ressaltar que ao escolher o obstetra e sua equipe informe-se sobre sua atuação e vocação para o parto normal humanizado”, orienta a Dra. Lauriene.

Médico obstetra, enfermeira obstetra, técnicos de enfermagem, fisioterapeuta, doula, pediatra e anestesista formam a equipe que compõe a assistência ao parto humanizado. “Todos os profissionais envolvidos no nascimento precisam estar alinhados com as condutas e saber que o momento de uma mulher em trabalho de parto é de fragilidade, dor, angústia, medo e esperança, logo o tratamento dispensado a ela deve respeitar seus desejos sem abrir mão do conhecimento que a ciência nos proporciona”, analisa a especialista.

O parto feito com menos intervenções médicas; menos medicações, exceto aquelas indispensáveis; menos condutas intempestivas e desnecessárias tendem a uma melhor recuperação. Por exemplo, avalia a Dra. Lauriene, a epsiotomia, corte feito no períneo no momento da expulsão do bebê, geralmente não é necessário, e o uso de ocitocina para acelerar o trabalho de parto aumenta as dores da mulher e o seu sofrimento sem necessidade. Além disso, a mulher que passa pelo parto normal humanizado consegue dar melhor assistência ao bebê, seu corpo se recupera mais rápido, a amamentação é mais fácil, ela sente menos dor, pode voltar às atividades diárias ou ao trabalho mais cedo, tem menos risco de depressão pós-parto e outras doenças como trombose e infecções.

Cesárea humanizada
Nem todas as gestantes têm indicação de parto normal humanizado, mas com certeza todas as gestantes estão indicadas ao tratamento humanizado, independente da via de parto ser normal ou cesariana. Em alguns casos como cesarianas repetidas, apresentação pélvica, desproporção entre a cabeça e a pelve, e placenta prévia é preferível a via alta ou cesariana.

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