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Saúde da Mamãe
Parto humanizado: mais cuidado e respeito ao nascer

1 de julho de 2019

Grupo de obstetras referência no assunto esclarece dúvidas sobre a conduta

Parto humanizado: mais cuidado e respeito ao nascer

Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o que significa um parto humanizado. A resposta é muito simples: trata-se de uma conduta profissional e não de um tipo de procedimento. A humanização do atendimento à gestante, ao bebê e à família está muito relacionada à forma como todas essas pessoas serão respeitadas, ouvidas e tratadas. O Grupo Nascer, formado por cinco médicos obstetras de Curitiba (veja rodapé), é referência em parto humanizado hospitalar e explica algumas questões sobre o assunto.

Qual a diferença entre parto normal, natural e humanizado?
Parto normal é o tradicional parto vaginal, em que é possível usar analgesia, inclusive no período expulsivo. Algumas mulheres também fazem uso da ocitocina para acelerar as contrações. Já o parto natural ocorre sem qualquer intervenção médica, a mulher tem total controle sobre seu corpo e participa ativamente do nascimento do bebê. O parto humanizado é aquele em que o protagonismo é do binômio mãe-bebê, e ele pode ser normal, natural ou até mesmo uma cesariana, quando há indicação clínica para o procedimento cirúrgico.

Qual tipo de parto é o melhor para mãe e bebê?
A decisão sobre qual parto é mais adequado para cada situação deve ser tomada entre médico e gestante, mas é função do profissional humanizado acolher as escolhas, as vontades e informar a mulher sobre benefícios e riscos de cada situação. As evidências científicas nos informam que a melhor via de parto para 85% das mulheres é o parto vaginal, e que um bebê que decide a hora de nascer tem ganhos que se estendem por toda a vida, desde o estabelecimento do vínculo familiar. Já a cesariana, quando não tem indicação médica, ocasiona riscos desnecessários à saúde da mulher e do bebê: aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios para o recém-nascido e triplica o risco de morte da mãe, segundo dados do Ministério da Saúde.

É preciso ter doula para um parto humanizado?
Ter ou não uma doula é uma decisão da gestante. Mas nós ressaltamos a importância da presença da doula, pois vemos na prática os benefícios. Além disso, pesquisas comprovam que suporte contínuo intraparto pode reduzir em 50% as taxas de cesárea, em 20% a duração do trabalho de parto, em 60% os pedidos de anestesia, em 40% o uso da ocitocina e em 40% o uso de fórceps. O atendimento em equipe multidisciplinar é uma das bases da humanização.

Qual a importância do trabalho de parto?
Bebês nascidos antes do trabalho de parto espontâneo estão mais sujeitos a problemas de saúde. Estudos conduzidos nos últimos anos mostram que cada semana a mais de gestação aumenta as chances de o bebê nascer saudável, mesmo quando não há mais risco de prematuridade. As últimas semanas de gestação permitem maior ganho de peso, maturidade cerebral e pulmonar. Sabe-se que, em uma situação de alto risco, a cesariana pode salvar a vida da mulher, do bebê ou de ambos. No entanto, utilizar a cesariana de forma eletiva – como regra, não exceção – é pior do ponto de vista das evidências científicas.

Qual a importância do contato entre mãe e bebê imediatamente após o parto?
O parto humanizado, normal ou natural, aumenta a chance do contato pele a pele entre mãe e bebê logo após o nascimento. Essa prática reduz o estresse materno, já que estudos mostram que a produção de cortisol diminui tanto na mãe quanto no bebê quando eles estão em contato pele a pele. A aproximação também eleva os níveis de ocitocina, facilitando a amamentação. Ao encostar na pele da mãe, o bebê tem contato com uma série de bactérias benéficas, tornando-se mais protegido contra diversos agentes infecciosos que podem causar doenças graves. E, além de tudo, estar em contato com a pele da mãe acalma o bebê e alivia dores.

Como o Grupo Nascer atua?
Os médicos do Grupo trabalham com parto humanizado hospitalar. O parto ocorre da forma como a gestante desejar e a saúde permitir: no centro cirúrgico, no quarto ou na água. O Grupo atua de acordo com as mais recentes evidências científicas sobre o parto para garantir a saúde de mãe e bebê. Entre os cuidados indispensáveis durante a gestação e o trabalho de parto estão: avaliação do risco gestacional durante o pré-natal, monitoramento do bem-estar físico e emocional da mulher durante trabalho de parto e ao término do processo de nascimento, respeito à escolha da mãe sobre os detalhes do parto, monitoramento fetal por meio de ausculta intermitente, liberdade de posição e movimento durante o trabalho de parto, contato cutâneo precoce entre mãe e filho e apoio ao início da amamentação na primeira hora após o parto, sempre prevenindo a hipotermia do bebê.

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