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Saúde do Bebê
A Osteopatia no tratamento de torcicolo do bebê

20 de agosto de 2018

Se não tratado, problema pode provocar deformidade craniana, conhecida como plagiocefalia

A Osteopatia no tratamento de torcicolo do bebê

O seu bebê fica sempre com a cabecinha inclinada para o mesmo lado? Dorme sempre do mesmo lado e reclama quando você tenta mudá-lo para o lado oposto? Cuidado: esses podem ser sinais de torcicolo e há o risco de se tornarem um problema sério, caso não sejam tratados. É o caso da deformidade craniana conhecida como plagiocefalia, quando a cabecinha do bebê fica assimétrica. De acordo com o Osteopata Pediátrico Dr. Mauro Gemelli, esses sinais podem estar relacionados ao refluxo e a outros problemas. O Osteopata capacitado em pediatria terá a habilidade para avaliar cada situação.

Segundo ele, o torcicolo é muito comum em bebês e há dois tipos: o congênito (adquirido na barriga da mãe) e o provocado durante o parto ou após o nascimento. No primeiro caso, trata-se de uma malformação em que a criança nasce com um músculo do pescoço com uma retração ou uma fibrose, o que faz com que a cabeça dela fique caída para o lado. Esse problema pode apresentar graus diferentes, desde os mais leves a aqueles que demandam mais atenção.

“As duas situações podem ser tratadas pela Osteopatia, o que resulta em uma melhora muito rápida do quadro na maioria dos casos. O Osteopata vai avaliar as condições do movimento da cervical, as tensões do crânio e do tórax, que provocam essa dificuldade no pescoço, a qual chamamos de torcicolo. Além disso, avaliamos a postura da criança em relação à coluna, quadril e pelve para encontrar uma correlação de tensão. A Osteopatia é especializada em avaliar essas condições e através de mobilizações específicas conseguimos restabelecer o movimento”, explica Gemelli.

Ele observa que a maioria dos torcicolos é adquirida, ou seja, se desenvolve do posicionamento intrauterino, sem nódulo do músculo, assim como pode ser adquirido durante o parto ou após a manipulação em casa.

“Muitas crianças apresentam dificuldades de desenvolver alguns movimentos, que demoram a serem percebidos porque elas não nascem com a atividade voluntária de movimentos do corpo. Praticamente tudo que acontece é reflexo para ensinar a criança a começar se mexer mesmo. Dessa forma, até os pais perceberem que aquilo que a criança tem é uma dificuldade de rodar a cabeça para um dos lados, isso pode se transformar em alguns problemas, entre eles, a assimetria da cabecinha do bebê. Por isso, quanto mais cedo o bebê for avaliado por um Osteopata, os pais evitam que o torcicolo se torne em algo pior”, destaca.

Gemelli coloca que, por exemplo, quando a criança tem torcicolo ela pode ficar com a cabeça um pouco “achatadadinha” e quanto mais tempo se esperar para trabalhar isso, ela pode ficar mais achatada e se transformar numa plagiocefalia.

“A partir desse diagnóstico tudo começa a piorar porque a própria assimetria da cabecinha pode mudar a anatomia do crânio, a qual sai para alguns nervinhos que vão para a região do estômago, por exemplo, e podem provocar refluxo. Diante desse problema, a criança pode apresentar dificuldades para dormir, ficar irritada, assim como ter dificuldades para ganhar peso e cólicas. Com isso, ela pode ser medicada para aliviar os problemas do estômago, mas na verdade a causa de todos esses sinais está na rotação da cabecinha, que pode ser leve, moderada ou muito forte.  Nesse caso, a Osteopatia consegue avaliar e tratar o problema de maneira rápida, com a diminuição das tensões que provocam o torcicolo”, comenta.

Tratamento

O Osteopata destaca ainda que o tratamento para o torcicolo não pode ser realizado através de alongamento. “Primeiramente precisa ser retirada a tensão que causa a hipertonia do músculo e somente depois ele deve ser relaxado e alongado. Se a tensão for alongada vai provocar uma lesão maior ainda e não ocorrerá melhora no quadro da criança”, esclarece.

Durante a sessão, o Osteopata ensina os pais o movimento específico que deve ser feito para corrigir o problema de torcicolo. Com isso, a criança perde esse movimento de comportamento e o resultado é que os sinais como a cólica, refluxo, irritabilidade, falta de sono, entre outros, desaparecem e ela começa a ficar bem. “Toda criança precisa passar por uma avaliação para prevenir esses problemas, os quais se não forem tratados adequadamente, podem se tornar doenças na adolescência ou na fase adulta. A Osteopatia atua na prevenção, é uma saúde inteligente”, ressalta Gemelli.

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Torcicolo

Confira alguns sinais que podem indicar torcicolo nos bebês:

– Mantém a cabecinha para o lado permanentemente ou não pode girá-la para o outro lado;

– Dorme sempre do mesmo lado e se queixa ao mudá-lo para o lado oposto;

– Existe a presença de uma protuberância no músculo do pescoço (pode ser detectado mediante apalpação ou inclusive visualmente);

– Prefere um peito a outro na hora de mamar.

Saiba mais sobre a plagiocefalia

  • A deformidade pode se agravar quando associada ao torcicolo congênito. Como o bebê nasce com um dos músculos do pescoço mais curto, o movimento de rotação fica limitado e a tendência é a cabeça ficar sempre apoiada em um único lado;
  • No decorrer dos primeiros meses, o crânio pode se achatar quando a cabeça do bebê fica contra uma superfície firme, como um colchão duro, por exemplo. Como a cabecinha dele é muito maleável vai se adaptar à superfície quando pressionada, o que pode desencadear as assimetrias;
  • Segurar o bebê sempre na mesma posição.

Para evitar todos esses problemas, consulte um Osteopata Pediátrico. O ideal é avaliar os bebês com menos de um mês de vida.

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