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Mulher emagrece 20 quilos na gestação e só descobre motivo após o parto

8 de novembro de 2019

Durante toda a gravidez, ela sentia constantes dores pelo corpo, falta de ar e dificuldades para andar

Mulher emagrece 20 quilos na gestação e só descobre motivo após o parto

A professora Michelle Munhoz, de 32 anos, passou por uma gestação extremamente difícil, chegou a perder 20 quilos, e só após o nascimento do bebê, foi diagnosticada com linfoma de Hodgkin, câncer no sistema linfático, em estágio avançado. O médico afirmou que foi um milagre ela e o filho terem sobrevivido.

A gravidez de Michelle foi considerada de risco, por causa dos problemas que tem no útero: endometriose profunda e adenomiose. Ela fez tratamento com hormônio para induzir a ovulação. “Desde o início, tive enjoo constante, que não passava. O médico disse que isso seria normal até o quarto mês. Além disso, eu não conseguia comer nada. Até o terceiro mês, emagreci normalmente, mas a partir do quarto passei a emagrecer muito”, relata ao site G1.

Durante toda a gravidez, a professora sentia constantes dores pelo corpo, falta de ar e dificuldades para andar. Passava os dias deitada e sem ânimo. Os problemas de saúde se intensificaram. Ela passou a ter dificuldades para caminhar, respirar e precisou se afastar das salas de aula — ela é professora de sociologia, história e ciências sociais, na rede estadual do Paraná.

Ela relata ter procurado diversos médicos para descobrir a origem dos problemas de saúde. Os especialistas que atenderam a professora diziam que os problemas enfrentados por ela durante a gestação eram consequências de uma depressão e de enjoos frequentes.

“Me encaminharam a cardiologista, endocrinologista, nutricionista e hematologista. Eu fazia acompanhamento semanal. Os médicos me pediam exames de sangue e, quando chegavam os resultados, falavam que algo não estava normal, mas diziam que era por causa da gravidez.”

O câncer

O filho da professora nasceu prematuro. Michelle estava completamente fraca e não conseguia segurar o recém-nascido. Só pouco mais de um mês depois, ela foi diagnostica com câncer. Quando o linfoma foi descoberto, já havia atingido membranas ao redor do pulmão e do coração de Michelle e a área da axila e da virilha dela.

Michelle foi diagnosticada com o câncer em estágio quatro, o mais grave. Não é possível afirmar quando surgiu exatamente. Mas a demora do diagnóstico fez com que ele fosse descoberto em um estágio avançado.

Por seis meses, Michelle fez 20 sessões de quimioterapia. Ela passou diferentes períodos internada. “A primeira quimioterapia foi a mais difícil. Eu estava muito fraca e sofri muito”, relembra. A partir do segundo mês, o cabelo começou a cair. Mas, durante o terceiro mês de quimioterapia, Michelle viveu seu momento “mais especial” até então; ela conseguiu segurar o filho no colo pela primeira vez, sem precisar de ajuda. “Foi uma sensação única.”

O filho de Michelle não foi afetado pela doença da mãe. Como é um câncer no sistema linfático, não costuma passar para a criança. O máximo seria a restrição de envio de nutrientes para o bebê, o que não aconteceu no caso da Michelle.

Em fevereiro, ela concluiu as sessões de quimioterapia, e o tratamento foi considerado um sucesso. Pelos próximos cinco anos, a professora fará acompanhamento constante para avaliar possível recidiva da doença.

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