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Beleza da Mamãe
Meu cabelo não para de cair, o que pode ser?

4 de setembro de 2018

A Alopécia Androgenética e o Eflúvio Telógeno são as doenças que mais acometem as mulheres, provocando a perda dos fios

Meu cabelo não para de cair, o que pode ser?

A imagem pessoal é muito valorizada nos dias atuais e os cabelos contribuem significativamente na formação da identidade e da autoestima da mulher.  Quando falamos sobre queda de cabelo, não estamos nos referindo a um problema apenas, mas sim, a várias doenças que podem acometer o couro cabeludo.

Segundo a dermatologista, especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, Dra. Aline Somacal, de todas essas doenças, as que mais acometem as mulheres são a ALOPÉCIA ANDROGENÉTICA e o EFLÚVIO TELÓGENO. Ela vai falar um pouco sobre cada uma aqui. Mas é importante saber que há também outros tipos de quedas de cabelos, não tão comuns, como alopécia fibrosante frontal, alopécia areata, alopécia senil, alopécias decalvantes, micose do couro cabeludo, alopécia relacionada a doenças como o lúpus etc.

Quando há queda de cabelos que foge ao padrão normal diário, é recomendável consultar um dermatologista, que é o médico especialista no cuidado da pele, unhas e cabelos. Na consulta, o dermatologista irá avaliar o couro cabeludo clinicamente, fazer a dermatoscopia e, se julgar necessário, solicitar exames de sangue e até mesmo a biópsia do couro cabeludo, para esclarecimento diagnóstico.

EFLÚVIO TELÓGENO

Se caracteriza pelo aumento da queda diária de fios de cabelo. Em condições normais, perdemos diariamente algo em torno de 100 fios de cabelo. No eflúvio, esse número é bem maior. É observado principalmente naquele bolo que cai no chuveiro, cabelos que ficam pela casa, na roupa, travesseiro, ou  na escova quando penteamos. Não costuma deixar áreas de falhas no couro cabeludo.

As causas mais comuns de eflúvio são: pós-parto, febre, infeções, dietas restritivas, anemias, doenças metabólicas, problemas de tireóide, cirurgias, medicações, além do estresse psicológico.

Após o parto, algumas mães ficam desesperadas com a queda drástica dos cabelos. Alguns medicamentos, estimulantes dos fios e vitaminas podem ser usados para tratar o eflúvio e acelerar o processo de recuperação dos fios. Felizmente, esse período de queda de cabelos é autolimitado! Tem duração média de alguns meses. Porém, em algumas situações, há associação com outros tipos de quedas de cabelo, como a calvície e a alopécia senil, o que pode prejudicar a plena recuperação dos cabelos, exigindo uma investigação e tratamento mais intensivo por parte do dermatologista. Quando a mãe é saudável e não possui outras doenças associadas, a recuperação dos cabelos é completa.

ALOPÉCIA ANDROGENÉTICA FEMININA

Conhecida popularmente como calvície, é uma das queixas mais comuns de queda de cabelos tanto em mulheres jovens quanto idosas. Tem como causa fatores genéticos e hormonais.

As pacientes procuram o dermatologista quando percebem o afinamento dos fios. Os cabelos ficam ralos, com menor densidade capilar, deixando o couro cabeludo mais visível. Se o tratamento adequado não for iniciado, grandes falhas de cabelos podem acontecer na porção superior da cabeça, contrastando com as porções laterais normais.

O tratamento da Alopécia Androgenética é mais complexo e, na maioria dos casos, contínuo. Baseia-se em estimulantes do crescimento dos fios como o minoxidil e em bloqueadores hormonais, como anticoncepcionais, espironolactona e finasterida. Esses medicamentos devem ser avaliados caso a caso, por causa de seus riscos e efeitos colaterais. Aqui o uso de vitaminas não tem benefício. O objetivo do tratamento é estacionar o processo e recuperar parte da perda.

Além do tratamento convencional de primeira linha, outras terapias podem ser associadas como o microagulhamento capilar, MMP capilar, uso de lasers e LEDs.

Conforme comentamos, a Alopécia Androgenética pode ser precipitada pelo eflúvio telógeno no pós-parto e muitas vezes essas duas patologias estão associadas. Não é raro algumas mamães se darem conta do afinamento dos fios apenas no período após a gravidez. Mulheres portadoras de Alopécia Androgenética precisam iniciar o tratamento com o Dermatologista o quanto antes. Sem o devido tratamento, a calvície avança, levando a problemas de ordem psicológica e emocional.

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