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Saúde da Mamãe
A importância da participação do pai na criação dos filhos

9 de agosto de 2019

Na amamentação e nos primeiros dias do bebê, a presença paterna ativa traz estabilidade e segurança para a família

A importância da participação do pai na criação dos filhos

Por Luciana Nabuth*

Engana-se quem pensa que amamentação é exclusiva da mãe. Na verdade, o apoio do pai está diretamente relacionado ao sucesso do aleitamento materno. Temos visto também que quando o pai está comprometido o período de amamentação tende a ser maior e as complicações bem menos frequentes e de menor intensidade.

É o pai quem traz estabilidade e segurança para a família. A mãe, no início do resguardo, principalmente do primeiro filho, além de toda ansiedade com a chegada do bebe, já vem de algumas noites mal dormidas devido às diversas idas ao banheiro na madrugada, algumas dormindo sentada há semanas devido aos sintomas de refluxo gastresofágico, sem falar nas taxas hormonais que estão completamente alteradas. Independentemente do tipo de parto (cesáreo ou vaginal) o corpo também sente e necessita de uma diminuição dos esforços físicos.

Nesse momento entra o superpapai! Além de ajudar com palavras de motivação e empatia, a ajuda paterna é sempre bem-vinda seja ajudando a colocar o bebê para arrotar (alguns precisam ficar de 20 a 30 minutos na posição vertical após as mamadas), no banho, na troca de fraldas e até mesmo levando um grande copo de água enquanto a mãe estiver amamentando.

A participação paterna não se resume a apenas ajudar a mãe. Muitos estudos mostram como a ausência do pai influencia a vida de todos nós ao longo dos anos. Filhos que não podem contar com o pai tendem a ter alterações no desenvolvimento psicológico, intelectual e comportamental não só na infância ou adolescência, mas por toda a vida. Essas alterações podem ser refletidas no desempenho escolar, capacidade de lidar com frustrações, além de um maior risco de desenvolvimento de patologias psiquiátricas como ansiedade, depressão, dependência de drogas e alcoolismo, além de maior risco de suicídio, entre outras complicações.

Por isso, a cada dia, nós pediatras temos incentivado a participação paterna na criação dos filhos. Lembrando que brinquedos ou presentes caros não substituem a presença acompanhada do afeto, o olho no olho, o abraço… e nem a presença materna, por melhor que seja, também não substitui a importância da participação paterna na vida do filho.

Quero aproveitar o dia dos pais para honrar todos os pais e reforçar a inestimável importância de vocês na vida das nossas crianças.  Parabéns!

* Luciana Nabuth é pediatra

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