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Fora do comum, cena de parto em “Novo Mundo” traz mensagem importante

18 de maio de 2017

Fora do comum, cena de parto em “Novo Mundo” traz mensagem importante

Você assistiu a cena de parto da personagem Anna (vivida por Isabelle Drummond) na novela das 18hs, “Novo Mundo”, da rede globo? Se você assistiu, com certeza, pode observar que o trabalho de parto fugiu do convencional e que Joaquim (Chay Suede), pai do bebê, conduziu o nascimento do bebê e agiu de maneira completamente diferente do que costumamos assistir: ele diz a Anna que não precisa fazer forças, apenas confiar no seu corpo e no bebê.

O fato é que estamos acostumados a ver aquelas cenas de parto em que a gestante fica deitada em uma maca ou cama com os joelhos dobrados e as pernas abertas, faz muita força, grita bastante, e demonstra muita dor em suas expressões faciais. Mas a cena que a novela “Novo Mundo” mostrou é bastante condizente com as discussões atuais sobre a assistência ao nascimento e sobre parto humanizado.

Para quem não assistiu a cena, Anna foge para a casa de campo da princesa Leopoldina e após viajar por uma longa distância, chega cansada e em trabalho de parto. Leopoldina tenta conduzir o parto e pede para Anna, que está deitada na cama, fazer força a cada contração. Mas a professora se cansa, e sem forças teme morrer. Joaquim chega e recebe a notícia de que sua amada precisa de parteiras ou médicos e como a busca não tem sucesso, ele resolve ajudá-la. Nesse momento, Joaquim começa a colocar em prática os ensinamentos que adquiriu enquanto viveu em uma aldeia indígena e presenciou índias parindo.

Ele diz: “Você só está fraca, cansada. Eu vou te ajudar. Vou cuidar de você. Não precisa fazer tanta força, não precisa fazer nada. Eu vou te ensinar como as índias fazem. É só confiar no seu corpo, ele sabe. Confia no bebê. Ele vai fazer tudo certinho”.

Joaquim coloca Anna de cócoras (agachada com os joelhos dobrados com todo o peso do corpo apoiado nos pés). Em seguida, acalma a professora: “Respira! Não é dor, é seu corpo ajudando seu filho a nascer. Fica tranquila. Estou do seu lado. Nada de mal vai acontecer. Quando a dor vier, relaxa”. Assim que Anna se acalma e relaxa, o bebê nasce. A criança é recebida pelo pai e, em seguida, vai para o colo da mãe. A cena é ficção, porém traz elementos importantes para compreender a luta de muitos profissionais de saúde pela humanização do parto e pelo respeito nesse ato, tudo com base em estudos e evidências científicas.

“Não precisa fazer força”

A recomendação de Joaquim está de acordo com o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que defende que a força deve ser feita apenas quando o corpo sentir necessidade, e essa vontade vem involuntariamente. Fazer forças para empurrar o bebê fora desses momentos, além de cansar desnecessariamente, ainda aumenta as chances de laceração perineal (rasgar a região entre o canal vaginal e o ânus).

“Respira e relaxa”

A respiração e o relaxamento são essenciais para o parto. Eles melhoram as condições emocionais e psicológicas da mãe, que fica mais calma. Além de melhorar o fluxo sanguíneo e deixá-la com mais energia e menos cansada para continuar o parto.

“Confia no seu corpo”

Essa é uma frase muito importante para dizer a gestante saudável que está em trabalho de parto, sendo monitoriada por uma equipe especializada. O trabalho de parto pode levar tempo e é preciso confiar no corpo e que o bebê vai nascer.

Posição de cócoras

A orientação adequada é a gestante escolher a posição em que se sentir mais à vontade. A posição de cócoras, quando confortável, é uma das mais indicadas, pois conta com a ajuda da gravidade, amplia a saída e diminui o tamanho do canal vaginal, tornando o processo mais rápido e com resultados satisfátorios.

“Estou do seu lado, nada de mal vai acontecer”

Com essa frase, Joaquim tranquilizou Anna que como toda gestante vive um turbilhão de emoções e alterações físicas e precisa de muito apoio. Carinho, amor, segurança e suporte emocional… a gestante precisa MUITO disso durante o processo de nascimento do bebê.

Contato com a mãe

A OMS recomenda que assim que o bebê nasça, ele deve ir direto para o colo da mãe e permanecer o máximo de tempo possível com ela (mínimo de duas horas). Esse contato pele a pele estimula a amamentação, contribui para o sistema imunológico do recém-nascido, tranquiliza a mãe e bebê e fortifica o vínculo materno.

 

 

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