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Saúde do Bebê
Febre Amarela: a importância da vacinação nos dias atuais

12 de Janeiro de 2018

Tudo o que você precisa saber para prevenir e tratar a doença

Febre Amarela: a importância da vacinação nos dias atuais

Considerando o recente cenário epidemiológico de Febre Amarela no Brasil, com surtos em regiões e estados anteriormente sem a doença, bem como recentes recomendações da Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde do Brasil, é importante que você entenda de maneira prática e resumida dados atuais relativos a Febre Amarela. Informações referentes ao vírus, bem como sua transmissão, aspectos epidemiológicos e a vacina como forma de prevenção são apresentados a seguir pela CEDIPI, clínica especializada em vacinas e há mais de 40 anos no mercado.

  1. Tipos

Os casos confirmados de Febre Amarela no Brasil são do tipo silvestre, a qual é transmitida pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabethes, comuns em áreas de matas e vegetações a beira dos rios. E Febre Amarela urbana transmitida pelo mosquito Aedes aegypti (também vetor da Dengue e Zica Vírus), não havendo relatos de casos de Febre Amarela urbana no Brasil desde 1942.

  1. Sinais e sintomas

A doença assintomática ou com sintomas leves predominam, mas as formas graves levam a alta mortalidade. As primeiras manifestações da doença são febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), após os sintomas descritos na forma leve, quando pode ocorrer insuficiência hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e manifestações hemorrágicas.

  1. Tratamento

O tratamento consiste em medidas de suporte, não havendo medicamentos específicos contra o vírus da Febre Amarela. A vacina é a melhor forma de prevenção da doença.

  1. Prevenção

A maneira mais efetiva de se proteger contra a Febre Amarela é a vacinação. No Brasil existem duas formulações de vacina, uma delas disponível nas unidades de saúde pública (produzida em Bio-Manguinhos, Fundação Osvaldo Cruz, RJ) e a outra em clínicas privadas (produzida pelo laboratório Sanofi-Pasteur). A proteção conferida por ambas as vacinas é semelhante, sendo administrada por via subcutânea.

Esclareça suas dúvidas sobre a vacina:

A vacina contra Febre Amarela é indicada para a família inteira?

A vacina da Febre Amarela está indicada para crianças com mais de 9 meses e adultos com menos de 60 anos, vivendo em regiões endêmicas ou que viajem para esses locais. Recente recomendação da OMS e endossada pelo Ministério da Saúde do Brasil, preconiza apenas uma dose da vacina, não sendo mais necessário repetir a vacina a cada 10 anos, como era recomendado. As pessoas com mais de 60 anos não devem ser vacinadas, a não ser que residam ou viajem para regiões onde ocorra a doença. A vacina não é indicada para as gestantes. Em bebês com menos de 6 meses de idade, a vacina é contraindicada. Para os que têm de 6 a 9 meses, a vacina pode ser recomendada, desde que a situação epidemiológica indique a necessidade, como por exemplo, surto da doença.

Quem perdeu o cartão de vacinação ou não se lembra se tomou a vacina pode tomar de novo?

Pode sim. Como foi dito anteriormente, apenas uma dose da vacina é necessária, mas quem não se lembra se já vacinou, pode tomar a vacina novamente. Para viagens internacionais para países que exigem a vacina, há obviamente necessidade de comprovação.

Quais são as contraindicações para a vacina?

As contraindicações mais importantes são alergia à proteína do ovo, bebês com menos de 6 meses de idade ou pacientes portadores de doenças que cursam com imunodepressão ou que façam tratamentos que levem à imunossupressão. Nessas duas últimas situações, podem haver algumas exceções definidas e orientadas pelo médico.

Vou viajar, em quais lugares do Brasil existem recomendações de vacinação?

Os locais com recomendação de vacina no Brasil são municípios localizados nos seguintes Estados: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia, Maranhão e Piauí. Para algumas regiões de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul Santa Catarina e Espírito Santo, também é recomendada a vacinação.

O que é e como obtenho o Certificado Internacional de Vacinação?

O Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) contra a Febre amarela é um documento que comprova a vacinação, conforme definido no Regulamento Sanitário Internacional. A lista com os países que exigem o Certificado está disponível no site da Organização Mundial de Saúde. Para obter o certificado, é necessário primeiramente tomar a vacina e depois fazer um pré-cadastro no site da Anvisa. Pode-se também comparecer ao estabelecimento (Anvisa-aeroportos e outros locais credenciados), com sua carteirinha de vacinação e documento com foto, para obter o certificado internacional. No link www.viajante.anvisa.gov.br é possível obter os Centros de Orientação disponíveis. É importante frisar novamente que pessoas com mais de 10 anos de vacinação não necessitam serem vacinadas novamente.

  1. Controle do vetor e medidas individuais de prevenção

Finalmente, vale destacar que o controle do vetor Aedes aegypti, através de métodos físicos, biológicos e químicos, é medida fundamental para prevenir a transmissão dessa potencial doença grave para áreas urbanas, onde este mosquito tem seu habitat. Dessa forma, também estaríamos protegendo contra a Dengue e Zica vírus.  Fortalecer as ações de combate vetorial nos municípios situados próximos às áreas de transmissão, visando reduzir os índices de infestação para zero, se possível, assim como orientar o uso de proteção individual para pessoas que vivem ou adentram áreas enzoóticas ou epizoóticas, são medidas importantes para diminuir o risco de infecção.

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