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Saúde do Bebê
A evolução da audição e da fala na infância

13 de novembro de 2019

Desenvolvimentos estão interligados e podem variar de criança para criança

A evolução da audição e da fala na infância

Você sabia que a partir da 20ª semana de gestação o feto é capaz de reagir a estímulos sonoros intensos? E isso só evolui. De zero a 3 meses o bebê se assusta, chora ou acorda com sons fortes e repentinos. Entre 4 e 7 meses, localiza a fonte sonora em plano lateral. Dos 9 aos 13 meses vira a cabeça diretamente para os lados e para baixo, mediante um estímulo sonoro. Dos 16 aos 21 meses localiza diretamente para os lados, para baixo e indiretamente para cima. Por fim, dos 21 aos 24 meses a audição da criança localiza o som em todas as direções.

“Portanto, o desenvolvimento auditivo da criança se completa nos seus dois primeiros anos de vida”, observa a fonoaudióloga, especialista em audiologia clínica, Dra. Mônica Pereira de Oliveira. Concomitante à maturação da função auditiva está a aquisição e o desenvolvimento de fala e linguagem. O choro é a primeira forma de comunicação da criança com o mundo. A Dra. Mônica ressalta que a partir de 1 mês, o bebê começa a emitir alguns sons de gorjeio, dos quais o mais comum é a vogal “u” em longas extensões. Em torno dos 6 meses, na fase do balbucio, o bebê adiciona sons ao seu repertório de maneira repetitiva, como ‘ba’ ou ‘ga’.

Por volta de um ano é que surge a primeira palavra com significado e as primeiras sentenças de duas palavras acontecem, geralmente, por volta de 18 meses de idade. De 24 a 36 meses, a criança se expressa por meio de sentenças e indica as partes do corpo. Por volta de 36 a 48 meses, ela generaliza as regras gramaticais do passado dos verbos criando expressões, como: ‘eu fazi’, ‘eu trazi’. Com aproximadamente cinco anos de idade todos os fonemas da língua já estão adquiridos. Com seis anos espera-se que a linguagem oral da criança seja semelhante à do adulto.

Segundo a fonoaudióloga, para que tudo ocorra dentro do esperado estimular as habilidades da criança é muito importante. Para a estimulação auditiva, orienta a Dra. Mônica, os pais devem explorar sons ambientais, instrumentais e de fala, disponibilizar brinquedos sonoros, além de proporcionar experiências como cantar, dramatizar com sons grave/agudo, alto/baixo e com diferentes entonações. Já a estimulação da linguagem deve ser realizada em todos os momentos do dia, relatar para o bebê o que está acontecendo durante o banho, por exemplo; brincar de faz-de-conta; cantar; ler; dramatizar; incentivar, participar e brincar de jogos.

A aquisição e desenvolvimento de fala e linguagem pode variar de criança para criança. Se você suspeitar que seu filho está com alguma dificuldade na audição ou na fala é aconselhável procurar um fonoaudiólogo para orientações, avaliações e/ou encaminhamentos necessários.

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