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Saúde da Mamãe
Desmistificando o parto normal: tire suas principais dúvidas!

23 de novembro de 2017

Existem muitos mitos que rondam o tema e assustam as mulheres. Mas essas informações irão ajudar a esclarecer alguns deles

Desmistificando o parto normal: tire suas principais dúvidas!

O parto normal é a forma tradicional de nascimento, em que o bebê sai pelo canal vaginal. Existem muitos mitos que rondam o tema e, sim, assustam algumas mulheres. Mas informação é tudo e, com a ajuda do ginecologista e obstetra Dr. Júlio Pôrto, o Manual da Mamãe vai desmistificar o parto normal, a fim de te ajudar na escolha sobre como seu filho virá ao mundo. Confira:

Quais são as vantagens do parto normal, para a mãe e para o bebê?
O parto normal natural traz inúmeras vantagens para a mãe e o bebê: isso é fato! Perceba bem que me referi ao parto natural, aquele sem forçar a barra, aquele espontâneo, fisiológico. Mas é bom frisar que o parto normal pode ser também traumático e sofrido, particularmente para as mães que não se preparam ou se não são respeitados os critérios de segurança dele. Então vamos lá. Há várias publicações científicas afirmando que para o bebê o parto normal aprimora os reflexos de sucção, de choro, de fortalecimento e amadurecimento pulmonar, além de diminuir as chances de alergias respiratórias e até mesmo alimentares; a ativação do sistema imune é mais precoce e vigorosa! Para a mãe, temos que as dores pós-parto são menores, a perda de sangue também; o leite desce mais rapidamente; os índices de infecção são menores!

Parto normal é sempre doloroso?
Isso é fato! Mas vários são os mecanismos para controle dessa dor. O mais eficaz e mais importante é o preparo físico e psicológico para esse momento. O trabalho de parto geralmente começa com contrações leves e vai se intensificando com as horas. Isso faz com que o corpo da mulher se prepare e se fortaleça para as contrações mais vigorosas. O preparo físico com fortalecimento da musculatura corporal, os exercícios de respiração e preparo da musculatura da vagina são importantes no pré-natal para controle da dor. Massagens na região lombar, movimentos na bola de fisioterapia, os banhos de imersão em água morna, todos constituem os chamados mecanismos não farmacológicos de controle da dor. Existe ainda o tratamento farmacológico, que consiste na administração de medicações analgésicas intramusculares/endovenosas ou a chamada analgesia de parto, que consiste na introdução de medicamentos na região lombar da grávida.

Parto normal alarga o canal vaginal?
A reposta é direta: sim! Cabe ressaltar que a vagina pode se recuperar muito bem com os exercícios de fortalecimento da musculatura perineal. A vagina é um órgão muscular e permite readaptação com muita facilidade. Aquela concepção de que toda mulher que deu à luz por parto normal vai ter que realizar uma cirurgia plástica de períneo ou suspensão de bexiga não é verdadeira. A maior parte delas não vai precisar dessas cirurgias.

A mulher que já teve um filho por meio de cesárea pode ter o segundo por parto normal?
Ter um primeiro filho de parto cesariana não obriga a mulher a se submeter a outra cesariana! Ou seja, ela pode sim tentar um parto normal! Cumpre ressaltar que com limitações: deve ter cuidado com um segundo bebê grande, deve evitar trabalhos de parto muito longos e não pode induzir seu parto, pois essas condições podem favorecer a ruptura da cicatriz da cesariana anterior. O trabalho de parto deve ser vigiado mais de perto pelo obstetra assistente e, ao mínimo sinal de que a cicatriz está sendo sobrecarregada, forçada, realiza-se a cesariana.

O que diferencia um parto normal humanizado de um não humanizado?
De alguns anos para cá a sociedade vem cobrando da equipe médica uma assistência ao parto mais humana! Isso se deu em função dos antigos maus tratos impostos às grávidas que ficavam desacompanhadas em enfermarias, restritas a uma cama e sem poder comer ou se hidratar. Os princípios da assistência humanizada ao parto e nascimento incluem liberdade de movimentos, presença de um acompanhante de sua escolha, poder se alimentar e se hidratar a qualquer momento, e ainda evitar induzir o parto, não romper a bolsa de maneira desnecessária, não realizar a episiotomia rotineira (corte no períneo) na hora do nascimento e, por fim, não cortar precocemente o cordão umbilical; o bebê deve ser entregue direto para o mãe, estimulando a mamada logo após o nascimento! Isso tudo faz com que diminuamos o medo das grávidas e tornemos o ambiente mais agradável, facilitando o parto.

Que situações são comumente usadas para indicar uma cesariana, que, na realidade, não são riscos para um parto normal?
Vivemos numa sociedade cesarianista! Isso é fato! E o médico, inserido nesse contexto, também se torna muito cesarianista. As justificativas mais comuns de indicação de cesariana e que não encontram respaldo na literatura médica mundial são: bacia estreita e ruim; cordão umbilical enrolado no pescoço; não ter estrutura física ou emocional para um parto normal; e consultório do médico cheio, não tendo tempo para acompanhar parto normal.

Quais as reais indicações para uma cesariana?
As grandes e reais indicações de parto cesariana são: risco de vida para a mãe e risco de vida para o bebê! Algumas condições se enquadram nesse critério estabelecido. Condições do bebê: bebês acima de 4,5 kg; bebês em posição transversal; bebês pélvicos (essa contraindicação é questionável); bebês com queda na frequência cardíaca; eliminação de mecônio espesso (líquido esverdeado e espesso). Condições da gestante: doença cardíaca; hipertensão não controlada; diabetes não controlado; fraturas prévias de bacia e deformidade de bacia.

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