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Saúde da Mamãe
Não consigo engravidar… e agora?
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Diferente do que as pessoas costumam pensar, a gravidez não é tão fácil na espécie humana. Para se ter uma ideia, em condições normais, um casal fértil tem até 25% de chance de conceber uma criança a cada ciclo menstrual. Essa taxa de sucesso está diretamente relacionada com a idade da mulher, que nasce com um número limitado de óvulos, os quais vão se deteriorando ao longo da vida reprodutiva. “O ápice da fertilidade feminina ocorre entre os 20 e os 25 anos de idade. Aos 30 anos, a chance mensal de conceber um bebê diminui para 20% e, aos 35, fica em torno de 14%”, explica o Dr. Evangelista Torquato, especialista em reprodução humana.

A maioria dos casais vai conseguir o tão sonhado beta positivo em até um ano. No entanto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), um em cada seis casais precisará de ajuda das técnicas de reprodução assistida para realizar o sonho da maternidade e da paternidade. “Quando o filho não vem, o casal enfrenta um desgaste físico e emocional, que pode ser diminuído se eles tiverem acesso a informações claras e ao tratamento adequado”, ressalta o Dr. Evangelista. O medo de investigar uma possível infertilidade ou de não encontrar o apoio necessário pode dificultar os prognósticos, já que o tempo é um fator primordial em qualquer tratamento de reprodução assistida.

O indicado pela OMS é procurar um especialista após um ano tentando engravidar. Esse tempo cai para apenas seis meses se a mulher tiver mais de 35 anos, menstruação irregular, histórico de infecção pélvica e/ou endometriose, miomas, relações sexuais dolorosas ou abortos em repetição. Da mesma forma, deve-se esperar apenas meio ano se o homem tem um histórico de caxumba ou varicocele. A partir dos 38 anos, a paciente não deve mais esperar para procurar orientação de um especialista.

A infertilidade ocorre devido a diversos fatores, que podem ser divididos em quatro grupos: fatores tubários, geralmente sequelas de doença inflamatória pélvica e endometriose; fatores masculinos, como alterações no número, na mortalidade e na morfologia dos espermatozoides; fatores hormonais, distúrbios da ovulação como a síndrome dos ovários policísticos; e fatores desconhecidos, cujas causas a medicina ainda não conseguiu identificar.

Dependendo do diagnóstico, o especialista vai avaliar se é possível reverter a causa da infertilidade, se será necessário algum tratamento cirúrgico ou se será indicada alguma das técnicas de reprodução assistida, como a indução da ovulação com relações sexuais programadas, inseminação artificial e fertilização in vitro.

“É importante reconhecer a importância do sonho de ser mãe e de ser pai e lutar com eles por esse sonho com o que a ciência tem de mais atual. E se eu puder deixar um conselho, não adiem a maternidade. Não podemos parar o tempo. O melhor momento para ser mãe é agora”, aconselha o especialista.

 

 

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